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Juiz que tinha identidade dupla há mais de 40 anos foi descoberto por impressão digital

Publicada em 05/04/2025 às 07:21h | Jorgequixabeira 

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Juiz que tinha identidade dupla há mais de 40 anos foi descoberto por impressão digital


O juiz aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield foi denunciado pelo Ministério Público do estado por falsidade ideológica e uso de documento falso depois que o órgão descobriu que ele mantinha uma identidade dupla há mais de 40 anos.

A farsa só foi descoberta após o magistrado ir ao Poupatempo da Sé, na região central da capital paulista, para solicitar a segunda via de um documento de identidade em outubro do ano passado. Ao colher a biometria do investigado, verificou-se que ela era a mesma de um outro homem chamado José Eduardo Franco dos Reis, seu verdadeiro nome.

Conforme a denúncia do MP, com a inconsistência dos dados, o caso passou a ser investigado pela Delegacia de Polícia de Combate a Crimes de Fraude Documental e Biometria.

Os agentes descobriram, então, que havia documentos no nome de José Eduardo e da persona fictícia Edward Wickfield, criada por ele. Além de documentos, como duas carteiras de identidade, também havia dois CPFs e dois títulos de eleitor ligados ao juiz.

Segundo o MPSP, por razões ainda desconhecidas, em 1980, José Eduardo Franco dos Reis criou a persona de Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield, dizendo ser filho de Richard Lancelot Canterbury Caterham Wickfield e Anna Marie Dubois Vincent Wickfield, descendentes de nobres britânicos.

No entanto, o juiz é natural da cidade de Águas da Prata, no interior paulista, e é filho de Vitalina Franco dos Reis e José dos Reis. Apesar de ter criado uma segunda identidade, José Eduardo nunca abandonou a verdadeira e, em 1993, apresentou-se com sua real certidão de nascimento para registrar-se como vendedor, alegando ter apenas o primeiro grau concluído.

Com a identidade de Edward Wickfield, José Eduardo entrou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde se formou em 1992, e passou no concurso de Juiz de Direito em 1995. Ele exerceu a magistratura até 2018, quando se aposentou.

“De forma flagrantemente ardilosa, por mais de quarenta anos enganou quase a totalidade das instituições públicas, traiu jurisdicionados e, sobretudo, manteve a real identidade operante, com a qual também se identifica, potencializando os múltiplos falsos”, diz trecho da denúncia.

O MPSP ainda pediu para que a Justiça proíba José Eduardo de deixar a cidade de São Paulo, o intime a entregar o passaporte em 24 horas e peça às autoridades competentes o bloqueio do RG, CPF e CNH em nome de Edward Wickfield. As medidas seriam uma alternativa à prisão preventiva do denunciado.

Itatiaia Brasil




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